Sendo assim, este texto é baseado em observações que tenho feito durante minha vida inteira sobre o jornalismo do Brasil. Deste assunto posso falar um pouco já que desde pequeno me interesso em assistir matérias jornalísticas tanto na televisão quanto em jornais e em revistas. Porém, quero focar basicamente no jornalismo televisivo.
Muitos anos atrás, quando ainda era criança, sempre escutava nos comerciais dos jornais televisivos brasileiros a importancia da imparcialidade no repasse das informações nos respectivos jornais durante a publicação de fatos do nosso dia-a-dia.
O tempo foi passando até que um gênio do jornalismo brasileiro (sem dar uma de Faustão e Galvão Bueno) começou a falar uma frase que iria marcar para sempre o jornalismo brasileiro: "Isto é uma vergonha!". Esta frase, sempre precedida de sua opinião pessoal sobre as várias matérias jornalísticas apresentadas em seus programas nas emissoras de TV por onde passou era uma espécie de oasis no meio do deserto, pois deixava de forma explícita que aquilo o que ele pensava. Nenhum jornalista se arriscava a colocar de forma tão clara e afirmar de forma tal que aquela opinião era pessoal e que uma vez ou outra poderia sim estar errado, mas que aquele era seu estilo próprio de fazer jornalismo. Tudo isto, contrastava e muito com os outros jornalistas e programas de TV que sempre tiveram sua parcialidade nos assuntos que consideravam mais importantes mas que apesar disto, sempre defendiam de forma veemente que repassavam os fatos de forma nua, crua e imparcial.
O tempo foi passando e as pessoas começaram a perceber aos poucos que o jornalismo do país sempre foi parcial, sendo assim, não teria outro jeito a não ser retirar a imparcialidade como sendo um ponto forte dos programas transmitidos (uma espécie de slogan). Tudo isto seria fantástico se não fosse o fato de que apareceram várias pessoas despreparadas para seguir a nova "tendência" do jornalismo tentando seguir a linha Boris Casoy só que de forma irresponsável e utilizando sua parcialidade cada vez com mais freqüência para defender interesses pessoais e institucionais.
O jornalismo brasileiro pode sim deixar de ser imparcial para repassar certas notícias com mais base de informações para seu público, porém, nunca deveria ser utilizado para defender interesses próprios e de forma predatória fazendo uso da "liberdade de imprensa" para que sempre que se descubra algo errado em suas matérias os mesmos façam uso indiscriminado de suas preciosas e salvadoras erratas.
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