Só que esta mesma publicação, teve a infelicidade de justificar a grande quantidade de acidentes ocorridos com os motoboys dizendo que na verdade os mesmos são vítimas de motoristas de carros imprudentes que não sinalizam suas mudanças de faixa.
Só para explicar: Na cidade de São Paulo, assim como deve ocorrer em várias cidades grandes brasileiras, existe uma cultura no trânsito em que as faixas de sinalização que separam as filas para os veículos motorizados com mais de duas rodas são na verdade "corredores" de circulação para as motos, ou seja, entre uma fila de carro e outra, a faixa que separa os corredores de circulação para carros, são na verdade, os corredores de circulação para as motos, estas também conhecidas como "corredores da morte".
Para escrever este post, fui atrás da lei para justificar a imprudência dos motoboys que circulam entre as faixas de circulação e adivinha? Não existe, isto mesmo, segundo o site da revista "quatro rodas", no novo código de trânsito brasileiro, criado em 1997 o presidente na época FHC barrou o artigo 56 que previa a proibição da circulação de motos sobre a circulação da faixa de sinalização com a justificativa de que as fábricas de moto em nosso país iriam quebrar. Porém, há uma esperança no fim do túnel, de acordo com o mesmo código de trânsito, no artigo 192 está previsto que existe uma distância mínima de circulação tanto frontal/traseiro quanto lateral. Porém, gostaria de saber como este calculo de distancia poderia ser feito...
Na prática, a cultura que existe nas ruas é de que além de terem tomado as faixas de sinalização criando corredores alternativos de circulação, dificultando a mudança de faixa dos outros veículos, já que há na verdade, duas faixas para estarem livres para ocorrer a mudança, maior atenção dos motoristas de carros, um aumento no número de buzinadas no transito, para que o motoboys possam passar por entre os carros além da sensação de impunidade por parte dos motoqueiros que de uma forma ou de outra, possuem mais direitos do que um motorista de carro o que faz com que eles se arrisquem mais e possam testar mais seus limites no caótico trânsito das cidades.
Além de tudo, quem mora na cidade de São Paulo sabe que quando ocorrem acidentes ou há uma grande possibilidade de ocorrer um acidente de transito (na grande maioria das vezes) o motorista de carro é xingado, muitas vezes tem sua lataria arranhada, sua pintura estragada além de propositalmente seu retrovisor arrancado com um chute, pois os motoboys tem uma possibilidade bem maior de fuga entre os automóveis.
Pessoalmente, em dois anos morando na cidade de São Paulo, tive o carro "abatido" por duas vezes por motos, ficando no prejuízo pelas duas vezes, além de que quase perdi meu retrovisor direito se não tivesse executado uma manobra mais ameaçadora do que um pé levantado em minha direção além de várias discussões no transito.
Só em São Paulo, ano passado foram 363 motoqueiros mortos em acidente de trânsito (não necessariamente vítimas).
Link:
http://quatrorodas.abril.com.br/reportagens/conteudo_142567.shtml
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