Eles foram criados de forma bem pensada no âmbito federal pelo governo FHC para poder agilizar alguns processos. Para desburocratizar (lembrando nem sempre burocracia é uma coisa ruim) os gastos públicos emergenciais. Como por exemplo: Vamos supor que o presidente (seja ele quem for) precise se hospedar em um hotel numa cidade em que o mesmo terá uma reunião que não estava prevista com uma antecedência suficiente para fazer uma licitação (processo normal para escolha de um prestador de serviços / fornecedor), neste caso, faz-se o uso do cartão corporativo. Assim como às vezes é necessário fazer algum gasto "baixo" de forma rápida.
Para gastos em restaurantes, tenho minhas dúvidas sobre se realmente pode ser utilizado ou não. Já que para mim, o governo deve funcionar como uma empresa privada (que dificilmente há desvios de verba, eu disse dificilmente...). Numa empresa privada, quando se é convidado para um almoço/jantar de negócios são utilizados cartões (não necessariamente de crédito) das empresas ou então um sistema de reembolso para pagar as despesas da refeição. Obviamente, isto ocorre normalmente quando se tem a alguém da diretoria das empresas envolvidas. Dada esta explicação, podemos ter seguinte situação: Alguém do primeiro escalão do governo federal (Presidente ou Ministro) irá receber representantes do Japão para que os mesmos invistam em nosso país. Que tipo de restaurante você acha que o pessoal do governo irá levar? Um dos mais caros, é claro! Mas quem você acha que pagaria a conta? O próprio ministro e/ou presidente? Difícil. Mas aí, vem o outro lado da moeda. E se este mesmo político acostumar com este tipo de restaurante e resolver almoçar todos os dias lá? Quem pagará a conta? Nós? Este é um caso a se pensar.
No caso dos aluguéis de carro, é mais fácil. Não se deve gastar com aluguel de carro quando se está na cidade em que se mora. Isto não faz sentido? Para mim faz... Já para outras ministras... Ops... Pessoas. Obviamente, que para hotéis a mesma regra se aplica.
Já no caso da tapioca... Conforme citei anteriormente, dependendo do caso, é aceitável. Mas sinceramente... R$ 8,00 não faria falta. A imprensa pegou mais no pé por ser tapioca, para fazer piadinha do que não sei o que... Se fosse churrascaria, cantina italiana... será que seria a mesma coisa?
Já no caso da ministra, vou escrever um tópico especial sobre ela. É um caso interessante.
Um fato que eu acho importantíssimo citar, é de que estes cartões não deveriam aceitar saques de nenhum valor. Sendo ele um cartão federal ou estadual (deste assunto, vai ter tópico também).
Outro fato que eu acho chave, é a de que não deveriam ter tantas pessoas de posse destes cartões. Bastava o presidente e os ministros. Nada de seguranças, secretários, assessores, familiares... Isto precisa ser revisto.
Este é um assunto que vai dar muito "pano pra manga".
Com certeza teremos muitos tópicos sobre isto.
Só deixando um curto comentário.
É sempre bom acrescentar de que estes cartões corporativos representam menos de 0,01% dos gastos do governo. Neste cenário, é de se refletir porque tanto auê da mídia encima dos gastos do governo federal, sendo inclusive o estadual de São Paulo (com o Serra do PSDB) superior em questão de gastos. É só mais uma vez a mídia aproveitando a ignorância de quem não pesquisa. Mas para o país, em si, é irrelevante.
O fato é que é um sistema meio complicado de se mudar ou de se anular. A solução não está em o que se usa, mas em quem usa. E isto é papel do povo. Ou não?
É cara...
Eu pretendo escrever sobre tudo isto ai... É um assunto muito extenso...