Não precisava nem citar que estes temas são um mal na sociedade. Comenta-se muito sobre esses temas no sentido de trazer o fim delas para o nosso cotidiano (principalmente, quando passa nas novelas - parece até brincadeira), mas, ela existe. E pior, muitas pessoas não sabem e / ou não reconhecem que são preconceituosas. Muitos comentam que não deve-se ter preconceito sobre as pessoas, mas, ao mesmo tempo falam besteiras a todo instante. Normalmente, as pessoas só sentem que estas coisas realmente existem quando viram alvo e nunca quando são os provedores.
Pois é, fiz esta introdução para falar sobre o pensamento de algumas pessoas (importante frisar que não são todas) em relação à regiões como Norte e Nordeste de nosso país.
No qual, comentários como "O Acre não existe" acabaram virando piadas em relação ao baixo número de pessoas que lá residem. Para aqueles que insistem em declarar esta frase, sugiro ler um pouco mais sobre este estado brasileiro que foi conquistado pelo Brasil da Bolívia e segundo algumas fontes, responsável pelo fim da estagnação da industrialização no Centro-Sul, acreditem. Ou você acha que o país faria questão em adicionar aquela região ao seu território sem haver nenhum interesse (ou importância)?
Ou então, em relação ao estado do Amazonas, que se fala muito que lá é só floresta e que não há nada que possa alavancar / ajudar nossa economia e / ou alterar a vida de quem mora na região centro-sul-sudeste de nosso país. Por conta deste pensamento, que deu-se abertura para que alguns povos estrangeiros (muito mais informados do nosso país do que os próprios brasileiros) interessados naquelas terras (em outras palavras, na riqueza daquela terra), conseguirem os direitos de entrar naquela região e patentear alguns frutos, medicamentos e produtos naturais além de adquirir conhecimentos de sobrevivência e cura natural, madeira de ótima qualidade entre outros infinitos motivos, no qual faz com que o país perca muito dinheiro (muito mesmo!) todos os anos e que faz também, com que haja abertura para que alguns livros estrangeiros citem a região amazônica como sendo uma região abandonada, outros como sendo uma região mundial ou até mesmo, o absurdo de ser considerado território norte-americano.
E porque não falar da "unificação dos estados do Nordeste"? No qual, quem nasce naquela região, não é pernambucano, cearense, baiano, paraibano, sergipano, alagoano, piauiense, maranhense ou potiguar, para algumas pessoas, esses povos são apenas, nordestinos. E apesar de ser composto por nove estados, muitos acham que todos possuem a mesma cultura, as mesmas tradições, as mesmas comidas, mesmas praias, mesmos problemas, os mesmos costumes e que a região só possui pobreza, miséria, fome, pessoas mal educadas e instruídas (que são problemas nacionais, de norte a sul), além de não existir grandes centros, já que, na visão destas pessoas, o que existe é só seca e / ou praia. Não posso negar que na região não existam alguns elementos citados por mim acima, mas também existe riqueza, desenvolvimento, cidades grandes, desenvolvidas, pessoas educadas (muito educadas), inteligentes (mais do que o ego alheio imagina), mão de obra especializada (não estaria em outro estado se isto não acontecesse) entre outros. Tudo isto, é mínimo, quando comparado com a rotulação de um povo como sendo "baiano" e "baianinho" (estes dois têm tanta história, que merecem um post exclusivo) como ocorre em São Paulo e "paraíba" como ocorre no Rio de Janeiro.
São estes pensamentos que faz com que o poder federal e a opinião publica (imprensa) não olhem para outras regiões (devido à concentração de informação do eixo Rio-São Paulo). É impressionante o quão as pessoas conhecem sobre países fora de nosso continente e não sabem nada do próprio país.
Particularmente, luto para que as pessoas deixem de ter estes pensamentos "rotulativos" e passem a enxergar um pouco da verdade, até para que possam ter um pouco mais de informação (já que o colégio e a família não conseguiram às prover), fazer com que desçam das nuvens e vejam a verdade e que possam diminuir seus egos bastante inflados.
É um pouco difícil falar disto sem ser um pouco "grosso" e com rodeios, pois, a verdade é esta e se não for passado desta forma, as pessoas não mudam.
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