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Bem Vindo

Caro leitor, você pode fazer o que quiser com o conteúdo existente neste blog, contanto que faça referência sempre a ele. Este blog visa fazer todos os leitores pensarem sobre as coisas que atingem o nosso dia a dia, não de empurrar nossas opiniões.

Medindo Forças 3

Primeiro, comentando o caso, coisa que ainda não fiz, eu acho que, nessa história toda que aconteceu nos Aflitos, está todo mundo errado. Primeiro, errou o jogador que chutou uma garrafa em direção a torcida (que pra quem não sabe, agressão é crime), levantou o dedo médio e ainda foi para o banco, ao invés do vestiário; depois errou a polícia que entrou no campo para levar o jogador sem o juiz, autoridade máxima dentro do campo, mandar; errou os outros jogadores e o diretor do Botafogo, que foram pra cima da polícia; por fim, errou o Náutico que deixou o vestiário fechado. Se a polícia queria prender o jogador por causa da agressão, esperava ele chegar no vestiário para fazer isso, lá ela é autoridade máxima.

Qualquer comentário além disso, é especulação pois não há provas: a policial disse que o jogador desacatou uma autoridade (o que é crime), os atletas dizem que a polícia abusou da autoridade; a polícia disse que não saiu pelo vestiário porque seguranças do Botafogo queriam tirar o jogador da polícia, o presidente do clube disse que não havia segurança nenhum esperando pela policia. Quem está certo? Eu não sei. O que as pessoas esclarecidas questionam é justamente isso, quem está certo. Mas o que se vê é que a imprensa nacional apenas ouve a versão do Botafogo. O que se vê é que o STJD tratar com mais rigor um lado (interditar os Aflitos preventivamente) do que o outro (André Luis, o estopim da confusão, não foi suspenso preventivamente).

Eu já disse, acho que todo mundo errou domingo passado. Mas para saber por que toda a confusão começou, se foi o a polícia que abusou de autoridade ou o jogador que desacatou os policiais, uma investigação tem que ser feita e isso não está ocorrendo.

Agora, respondendo ao Anônimo que deixou um comentário aqui:

“Mas duvido que em Curitiba, há tanta bagunça em frente a hotéis da equipe adversária e todas as características de submundo que há em estádios do Nordeste. [...] Até onde eu sei, o Sport não sofreu o mesmo tratamento em São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro.”

Bom, essa história de foguetório começou (pasme) em Porto Alegre. Depois que os torcedores do Internacional fizeram isso com os jogadores do Sport, os torcedores rubro-negros retribuíram aqui. O mesmo aconteceu com o time do Vasco aqui. E quando foram jogar no Rio de Janeiro, teve foguetório no hotel do time pernambucano também. Sobre o Vasco, vale a pena ressaltar que Eurico Miranda dificultou ao máximo a venda de ingressos para torcedores do Sport e ainda fechou as portas do vestiário para que a equipe rubro-negra não pudesse aquecer no campo antes do jogo. Também no Rio e também em São Paulo, o ônibus do Sport foi apedrejado por torcedores. Não estou dizendo que isso justifica as atitudes da torcida do Sport. Todas as duas deveriam ser duramente combatidas. Mas o seu e-mail reforça o que comentei a cima. As pessoas estão olhando muito mais um lado do que o outro. Todo mundo fala muito que o ônibus do Palmeiras foi apedrejado, mas só comenta que o do Sport também foi.

E você diz que não há preconceito, mas chamar a policial de besta nordestina e a região de submundo, você já mostra preconceito.
Read More 5 comentários | Postado por Rafael Roberto | edit post

5 comentários

  1. Fernando Almeida on 21:48

    Caro Rafael Roberto,
    Seu post "Medindo Forças 3" claramente é mais justo que o "Medindo Forças 2". Que no episódio dos Aflitos todo mundo estava errado, concordo plenamente com vc, não estava defendendo a equipe do Botafogo. Na minha opinião a polícia não precisava ter interferido naquele momento (o jogador já estava saindo de campo). Se tivesse feito antes até poderia ter justificativa. E também acho um absurdo o estádio ser interditado, pois a bagunça foi feita pela polícia e jogadores do Botafogo. Não lembro de ter visto alguém do Náutico claramente envolvido.
    Até onde eu conheço essa história de foguetório, bagunça envolvendo a equipe do Sport, começou no jogo entre Sport e Palmeiras. Não lembro de comentários que o Palmeiras tenha feito o mesmo. Se o Internacional fez isso, errou também. Se o Vasco fez, errou também. Mas o Sport em nenhum momento tratou bem também os visitantes.
    Caro Rafael, não sei onde você mora, e concordo que a imprensa poderia ser melhor, porém acredito que a imprensa "puxe a sardinha" para as equipes do estado. Assim como em São Paulo, protegem São Paulo, Palmeiras, Santos e principalmente Corinthians, em Recife deve acontecer a mesma coisa com Sport, Santa Cruz e Náutico. Portanto não acredito que haja tamanho preconceito com as equipes do Nordeste. Acho que se houver um jogo entre Internacional e Santos por exemplo, a imprensa gaucha certamente privilegiará a equipe do estado.
    Quanto ao meu comentário de submundo e besta nordestina, admito que me exaltei nas palavras, e queria inclusive pedir desculpas aos nordestinos que possam ter se ofendido, mas acho que ficar a todo momento tratando os estados e pessoas do Sul como monstros e fazendo os nordestinos de coitadinho não é o caminho. Ta aí o Sport que pode vencer a Copa do Brasil, e o Náutico que chegou a liderar o campeonato nacional.
    Ah, se não ficou claro, eu que escrevi o comentário em "Medindo Forças 2", título infeliz, porque não há disputas entre as regiões.

     
  2. David B S Ribeiro on 22:01

    Fernando,

    O título se chamou Medindo Forças, pois, no primeiro post, eu foquei na medição de forças entre a polícia e o jogador, que por causa de sua profissão "acompanhada" por muitos brasileiros, acham que são autoridade ou que possuem legalmente alguma força.

    Na prática, o que acontece é que eles possuem mesmo, mas, por causa da imprensa esportiva que defendem tanto seus "heróis".

    Nada de medir forças entre a parte Sul do país com a parte do Norte.

    Eu só falei sobre isto, pois, sei o que é isto no dia a dia, como já citei antes.

    Mas o título, repito, vêm da medição de forças entre polícia e os "futeboleiros" do país.

     
  3. David B S Ribeiro on 22:08

    Esse é o foco do nosso blog. Promover a discussão. Todos os blogueiros devem escrever suas opiniões baseados no que pensam, podendo até discordar uns dos outros.

    Procuramos não promover o preconceito, mas, certas horas, precisamos ser duros para mostrar a realidade que as pessoas estão acostumadas, mas, que não necessariamente, estão corretas.

    É obvio que não são todas as pessoas que são preconceituosas nas regiões mais ao Sul do país. Mas, a grande maioria. Às vezes até de forma inconsciente.

    Quantas vezes não escutei "piadinhas" sobre minha origem?

    Não é nada da minha cabeça. Basta observar no dia-a-dia. Inclusive, esta semana escutei uma na sexta-feira no meu trabalho. Como praticamente, todos os dias.

     
  4. Rafael Roberto on 22:50

    Opa Fernando,

    Que bom que você voltou e comentou, é sempre bem vindo!

    Só pra comentar umas coisas sobre o seu comentário, eu sou de Recife. Como já disse, concordo com você por achar que a errada a forma como a polícia agiu. Ela deveria agir (e serve para isso), mas não daquele jeito. E infelizmente esse excesso de força em horas impróprias não é uma falha da polícia pernambucana. Coisas como essa acontecem no país todo.

    Eu também concordo com você com o fato da imprensa puxar mais sardinha para a sua região, era uma coisa que queria dizer no meu post e esqueci. Vou dar dois exemplos para mostrar isso. No jornal Lance! da sexta retrasada tinha a seguinte matéria “Comemora, Timão! Romerito está fora da final”. Na capa do Jornal do Comércio da ultima quinta tinha “O gol da raça!” (se referindo ao gol do Sport no final do jogo contra o Corinthians). Todos os dois jornais foram parciais e bairristas. A diferença é que, pelo fato dos jornais de São Paulo serem mais difundidos pelo país, qualquer coisa que eles publicam tomam uma proporção maior do que a de um jornal daqui. Infelizmente isso é natural, mas a imprensa, independente do seu estado, tem que ser imparcial.

    Só pra finalizar, que esse comentário está ficando muito grande, as “confusões” realmente começaram no jogo contra o Palmeira. Primeiro, torcedores do Sport jogaram uma bomba no ônibus do clube paulista e depois a polícia prendeu um torcedor do Palmeiras com uma bomba dentro do estádio. Eu estava no estádio e vi a bomba. As pessoas que fizeram isso (de ambos os times) são marginais disfarçados de torcedor. Mas contra o Palmeiras não teve fogos. Quem começou com esse negócio de fogos foi o Inter (depois eu descobri que eles fazem isso com todo time que vai jogar lá num jogo importante). Ai a torcida do Sport imitou e fez no jogo da volta, fez contra o Vasco e possivelmente vai fazer contra o Corinthians. Eu não estou aqui dizendo que é justificável a torcida fazer isso só porque soltaram fogos antes, um erro não justifica o outro. Não acho certo ninguém fazer. Nossa ida a jogos vai ser muito mais tranquila quando esse clima de guerra causado pelos torcedores e imprensa de todas as partes acabarem e a gente entender que é só um jogo de futebol.

    No mais, espero ter esclarecido alguns dos meus pontos de vista.

    Até mais!

     
  5. fernando almeida on 23:10

    Já não é a primeira vez que eu leio alguma pessoa comentar que esse episódio de perturbar o time adversário na véspera do jogo começou em Porto Alegre.
    Por favor, parem de fazer-se de desitendidos e assumam. Isso começou na partida entre Sport e Palmeiras em Recife. Se fizeram isso em Porto Alegre primeiro no confronto entre Inter e Sport, o Inter errou, mas certamente o Sport voltou a fazer isso com Vasco. Eu moro em São Paulo, e tenho conhecimento do que aconteceu com o Palmeiras, sobre os outros confrontos desculpe, não posso afirmar.
    Desculpe David pelo comentário sobre o título do seu post, eu não li seu primeiro post e imaginei que o título fosse a respeito do tratamento da imprensa a equipe nordestinas.
    Eu acredito que esse preconceito exista porque muitas pessoas da região Nordeste, e eu já vi muitos casos, vem a São Paulo ou Rio de Janeiro para buscar trabalho sem ao menos saber do que, acabando morando em favelas e periferias. Certamente não deve ser seu caso, pois você mora em São Paulo, veio do Nordeste e parece não ter tido o destino de muitos de seus conterraneos. Mas na minha opinião o preconceito existe em razão dessas pessoas que vem sem ao menos um trabalho ou lugar para morar, e isso pode acontecer com pessoas de qualquer região do país. Por exemplo, o que você acha das piadinhas que fazem com gauchos e sua respectiva opção sexual. Não é por isso que você vê gauchos reclamando desse tratamento, muito pelo contrário, não que eles gostem, mas não criam caso. Na minha opinião, você não deveria dar atenção a piadinhas sobre sua origem. Se no seu trabalho fizerem isso, dê risada também, que na próxima vez não terá tanta graça para quem faz a piadinha.

     


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