Eu não preciso nem assistir nenhum dos programas de TV para que saiba o que vai ser veiculado sobre a partida entre Náutico e Botafogo. De um lado, uma equipe de Pernambuco (muitos vão falar Nordeste pela falta de conhecimento de geografia) que não possui um elenco conhecido nacionalmente mas que não significa um elenco fraco e que é um dos primeiros colocados no Campeonato Brasileiro, do outro, uma equipe do Rio de Janeiro que foi desclassificado na semi-final da Copa do Brasil recentemente. Ou seja, duas equipes fortes brigando por pontos no chamado "Brasileirão".
Não preciso falar o quão o futebol influencia a vida das pessoas em nosso país. Que é uma paixão nacional, paixão esta, que faz com que certos jogadores e até membros da imprensa se sintam como autoridades nacionais. Que me deixam revoltado quando são chamados de "heróis". Heróis estes, que ganham um salário muito acima da média nacional para se divertirem e é claro, divertirem também os torcedores.
Essa sensação de heroismo, faz com que os jogadores se achem os donos da verdade. Foi o que aconteceu no jogo já citado em Pernambuco. Um dos jogadores do Botafogo ao ser expulso agrediu moralmente os torcedores com gestos obscenos e xingamentos, além de chutar uma garrafa d'agua nos torcedores da torcida da casa e fazer apologia à violência ao convocar os outros jogadores à bater no adversário. Só que há um detalhe: No Brasil, há um estatuto do torcedor. E este estatuto foi quebrado. Já que dá direito aos estados regulamentar regras de consumidores aos torcedores. Sendo assim, houve desrespeito por parte do jogador com os torcedores. Sendo assim, uma autoridade da polícia pernambucana foi ao encontro do jogador que resistiu à um pedido de prisão, desacatou uma autoridade (verdadeira autoridade que a polícia legalmente é e que em algumas ocasiões pode-se chamar heróis de verdade). Aí, houve uma intromissão por parte dos outros jogadores do Botafogo e dos seguranças da equipe que tentaram "defender" o jogador alterado.
Por tudo isto, a polícia se sentiu habilitada à utilizar de força para conter o jogador fujão e passar pelo meio da torcida que respeita a autoridade e que não é "escoltada" pela polícia pernambucana enquanto faz bagunça pelas ruas ao contrário do que acontece em outros estados que também é assunto para outro post.
Sendo assim, o jogador foi direto para a delegacia pernambucana. Ainda não sei o que vai acontecer com ele, mas, ele deveria ficar preso por um tempo para "descobrir" quem é a verdadeira autoridade em nosso país.
Mas, o que provavelmente vai acontecer é que o jogador vai ser solto e o Náutico absurdamente vai sofrer alguma punição por algo que não tem nada haver. Já que os maiores patrocinadores, a CBF, as centrais dos meios de comunicação nacional normalmente são na região Sudeste.
Ê BRASIL!
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2003/L10.671.htm
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