A Colômbia com o seu gravíssimo problema interno de constantes confrontos entre as forças armadas do país e os diversos movimentos libertacionários dentre os quais encontra-se um dos maiores e mais conhecidos movimentos do mundo, as FARC. Que tem como sua principal fonte de renda e financiamento do seu movimento o tráfico de drogas internacional e sequestro de pessoas. É um movimento que foi fundado a cerca de 50 anos e possui uma grande força de mobilização dentro da população colombiana, apesar de não ser o movimento que possui maior apoio por parte desta mesma população. Isto deve-se por utilizar algumas vezes a morte de alguns cidadãos e por utilizar também de sequestros seja de pessoas ricas do próprio país ou de estrangeiros. O sequestro de estrangeiros é particularmente uma forma tática de se obter benefícios extras como por exemplo a de manter as forças estrangeiras longe de seu alcance ou para forçá-los a utilizar de táticas menos agressivas durante os confrontos.
Devido à este confronto a Colômbia virou um dos maiores produtores de drogas do mundo e que consequentemente estas mesmas drogas eram distribuídas e consumidas ao redor do planeta o que inclui o território dos Estados Unidos da América. Neste ponto os EUA atacam justificando que desta forma, a melhor maneira de acabar com o tráfico de drogas interno é combatendo a produção na sua origem e não mais focando apenas na tentativa de impedir a entrada destes produtos no país.
Tudo isto fez com que a Colômbia aceitasse ajuda financeira, militar e tática dos EUA.
Além disto, sempre existiu uma suspeita de que o terrorista hoje mais procurado do mundo, conhecido como Osama Bin Laden possui ligações com células terroristas na região do Hemisfério Sul desde antes dos atentados do 11 de Setembro de 2001.
A situação começou a piorar nestes últimos tempos quando a Colômbia fechou um novo acordo com os EUA para a instalação de bases militares como sendo parte do território norte americano dentro da Colômbia além de mais ajuda financeira ao país. Tudo isto gerou um sinal de alerta para as nações da América do Sul. Pois, não se sabe ao certo qual o objetivo final de tanto investimento e da necessidade de entrar de maneira tão forte e misteriosa. Além disto, anteriormente, os EUA haviam acabado de reabrir a Quarta Frota Naval que tem como objetivo atuar na América Central, América do Norte e Caribe.
Há pontos extremamente estranhos nestas atuações norte Americanas e pontos que preocupam:
Gastos excessivos
Primeiramente, os EUA estão com altos gastos tentando normalizar e acalmar a situação nos territórios das duas últimas guerras que eles travaram contra o Iraque e do Afeganistão. E com o agravamento da crise imobiliária e com o déficit histórico que o país possui, não se deveria pensar em aumentar gastos em armamentos.
Amazônia
Como a maior parte de nós sabemos, os EUA ensinam a muito tempo em seus livros didáticos basicamente duas variações sobre a quem pertence a floresta amazônica. A primeira fala que o território por ser considerado o pulmão do mundo e por consequência ser importante para toda a humanidade, é considerado território internacional. Ou seja, sem ter um dono propriamente dito. A outra vertente defende que nenhum outro país pode manter e controlar o que acontece na floresta, sendo assim, o território deveria ser norte americano. E isto é algo que os incomoda até hoje. Sabemos muito bem que o nosso país, apesar de ser o dono da maior parte desta área, na prática despreza tudo o que diz respeito a floresta amazônica, o que favorece qualquer tipo de intervenção internacional e invasão de povos estrangeiros. Que é o que já acontece hoje.
Conflitos ideológicos
Há um movimento denominado nacionalista que está tomando conta de todo o território sul-americano que faz com que antigos paradigmas sejam quebrados e que por consequência, apareçam comportamentos antes inexistentes ou limitados. Porém, que hoje aparece basicamente inspirado no regime existente em Cuba, um dos poucos países que continua sendo comunista no mundo e que incomoda desde sempre a força norte americana. Porém, com entusiastas como Hugo Chávez e simpatizantes como Evo Morales e que a medida que o tempo passa, os novos presidentes da região parecem vir sempre com ideais cada vez mais parecidos com o regime comunista e anti imperialista.
Pré sal
As últimas e mais recentes preocupações apareceram com a busca dos EUA em fechar acordos com o Brasil para que haja uma parceria na exploração do petróleo. Parceria que está interessando tanto os EUA que admitem ter conversas não só de venda de seus caças "mais modernos" quanto de que pode haver transferência de tecnologia na aquisição dos mesmos. Este movimento é muito preocupante, pois, faz com que o Brasil que é basicamente uma nação internacionalmente pacifista fique em uma posição incomoda, já que não possui nem de longe uma força armamentícia capaz de enfrentar um país extremamente armamentício como os EUA.
Liberação do consumo de drogas
O mais estranho de todos é que nos tempos criou-se um movimento por parte de alguns estados que compõem os EUA para que seja regulamentado ou regularizada a venda de drogas e produtos derivados como a maconha. O estado da Califórnia por exemplo que é governada pelo ex ator Arnold Schwarzenegger está estudando esta liberação para que possa começar a taxar a venda deste produto e assim aumentar a arrecadação do estado que hoje encontra-se em uma situação difícil de ser administrada. Mas, a Califórnia é apenas um dos exemplos de outros estados que também querem de uma forma ou de outra legalizar o consumo de drogas e de produtos derivados, seja para uso medicinal seja para uso casual.
Segredos bélicos
Os EUA, apesar de defender de forma veemente que as nações ao longo do planeta sejam fiscalizados pela ONU para verificação da existência de armas nucleares, possui áreas secretas que não podem ser acessadas por nenhum civil. E que são segredos de estado exatamente para evitar fiscalização. Estas áreas podem muito bem esconder primeiramente tecnologias extremamente avançadas em relação ao que conhecemos. Em segundo lugar, sabemos que a única nação que fez uso de uma bomba nuclear foram os próprios EUA. Então, acreditar em mensageiros da paz acaba sendo difícil.
Como é possível observar, os últimos movimentos dos EUA são muito suspeitos, pois não há exatamente um interesse em acabar com o tráfico de drogas, não há fiscalização do território norte americano para acabar com o desenvolvimento de armas de destruição em massa, há países na América do Sul que começam a incomodar os EUA, o pré sal e a Amazônia são muito visados e os objetivos de se ter uma base militar no continente Sul-americano começam a perder sentido.
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