Pesquisando sobre o que ocorreu, obviamente, a primeira reação é uma comparação entre o Blackout de Lula e o de FHC. As causas são bem diferentes. Na primeira, não havia investimento no setor de geração de energia elétrica. O Ministro na época, José Jorge de Vasconcelos Lima, filiado na época e um dos fundadores do PFL (hoje, Democratas) também conhecido apenas por "José Jorge", ganhou um novo apelido assim como também apelidou o seu ministério na época de "Ministro do Apagão" e "Ministério do Apagão" fez com que nossos bolsos fossem esvaziados para evitar um prejuízo às empresas nos fazendo pagar uma taxa chamada ECE (Encago de Capacidade Emergencial), na época onde a maioria das distribuidoras haviam sido privatizadas, como por exemplo a Celpe em 2001 e a Eletropaulo em 1999. Este apagão causou um prejuízo de 45,2 bilhões de reais segundo o TCU, que divulgou estes valores no dia 15 de julho deste ano. Mas, vale lembrar que o Presidente do TCU é hoje e foi na época da divulgação da nota é José Jorge de Vasconcelos Lima. Isto mesmo, o ministro do apagão é o mesmo que este ano calculou o prejuízo do mesmo apagão de FHC.
Tentando não repetir os mesmos erros que ocorreram antes do apagão, resolveu-se então tomar algumas providências. Uma delas foi interligar todos os sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia, ficando apenas 3,4% fora desta rede, segundo a ONS. Este sistema interligado tem a sigla de SIN (Sistema Interligado Nacional). Este sistema tinha - tinha mesmo, por que não serviu para nada - o objetivo de evitar cortes na transmissão de energia com a teoria de que, caso houvesse problemas na transmissão ou geração de um local, outros locais suprimiriam este problema gerando e transmitindo a energia necessária para aquela área que antes, ficaria sem energia. Porém, o que aconteceu foi bem simples, ao invés das outras áreas suprirem a necessidade das áreas que antes seriam afetadas, fez com que as outras áreas que não seriam afetadas acabassem por sofrer com a falta de energia também.
Segundo o atual Ministro das Minas e Energias, Edson Lobão, este último apagão afetou 40% do território nacional, enquanto que em 1999 foi afetado 70% e em 2001 em 60%.
Eu não encontrei os estados afetados no apagão de FHC em 2001, mas no apagão deste ano foram afetados os estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Sergipe, Alagoas, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Acre, Rondônia e o Distrito Federal sejam eles totalmente ou parcialmente. Ficando até 6 horas sem energia. Este apagão também afetou o Paraguai por 30 minutos.
Por coincidência, dois fatos ocorreram dias antes do apagão:
O primeiro fato é de que dias antes do apagão deste ano, a ministra Dilma Rousseff, atual Ministra da Casa Civil e ex Ministra das Minas e Energia afirmou que o Brasil não sofrerá mais com problemas de apagão como ocorrido em 2001. Tudo isto ocorreu no programa "Bom dia, Ministro" do dia 29 de outubro.
Em segundo lugar, o jornal primeira mão dos dias 06 e 07 de Novembro (4 dias antes do apagão deste ano) deste ano, trouxe uma reportagem onde diz que a tarifa cobrada no Brasil é a mais cara do mundo, mesmo considerando que o custo da geração da energia é a mais barata do mundo. Um outro detalhe fica por conta da afirmação do BNDES que diz que este a nossa conta é a mais cara do mundo mesmo se retirarmos os impostos - Todos sabemos que nossos impostos são absurdos. A tarifa de energia subiu 398% desde 1995, isto após a privatização. Só que para algumas cidades como a capital paulista, este valor chega a 1.171% ente 1994 e 2002, mesmo que a inflação tenha sido de 103% no mesmo período. E para completar o lucro das empresas de energia quintuplicou, isto mesmo, ficou 5 vezes mais altas entre 2002 e 2007.
Só para comparação do valor do KW/h em média no mundo no ano de 2007:
Brasil: U$ 0,25
Itália: U$ 0,24
México: U$ 0,09
Estados Unidos: U$ 0,08
Agora, saia da frente do computador e vá pagar a conta.
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