Roupa no varal
Vira-lata na corrente
Beco de favela
Sempre cheira a noite quente
Suor
Sangue
Corre!
Corre!
Zé do peixe
Amola a faca
"Menino!! Um dia os hômi te mata!"
Vôôoote Zé!
Lá em casa
A cerveja quando você bebe
Sabe que é a 'correria' que paga!
Língua afiada
Perna cansada
Porra!
Porra!
Custava mandar um gordão
Na ronda da sexta-feira?
A cidade fervendo
Eu correndo
Filho da puta que não cansa.
Aposto que saiu da academia hoje
Doido pra prender o 1º bandido.
Precisava então nem eu sair no prejuízo
É só algemar o tenente
O senador
Coronel
Presidente
E sair sorridente
Na capa do jornal
"Recém formado bate recorde nacional!"
Sexta à noite
A nêga querendo um afago
Na laje
No mato
Pagode no gago
E a bichinha trancada
Em casa
Mas ela sabe
Quem não corre
Não se lambuza
Já tentei de tudo
Pedreiro
Vigilante
Padeiro
Eletricista
Garçom
Porteiro
Encanador
Carteiro
Jornaleiro
E olhe que digo!
A clientela é a mesma
Do tráfico ao fast food
(mercado)
Do pó ao Vinho francês
(produto)
Eu correndo
Estes bostas de camisa branca na avenida
Caminhando, tranquilamente
Pedindo a paz
Plantando a guerra
Com sua apatia
Arrogância
Mesquinharia
Também pudera,
Parasitas
De luxo
Escravos
Não abrem mão de um Calvin Klein
Mont Blanc
Nem de um cubano
(mas na verdade gostam mesmo é do colombiano)
Seus pulhas
Covardes
Escrotos
Continuem
Cheirando
Comprando
Assim,
No lixo
Nos encotramos.
Vira-lata na corrente
Beco de favela
Sempre cheira a noite quente
Suor
Sangue
Corre!
Corre!
Zé do peixe
Amola a faca
"Menino!! Um dia os hômi te mata!"
Vôôoote Zé!
Lá em casa
A cerveja quando você bebe
Sabe que é a 'correria' que paga!
Língua afiada
Perna cansada
Porra!
Porra!
Custava mandar um gordão
Na ronda da sexta-feira?
A cidade fervendo
Eu correndo
Filho da puta que não cansa.
Aposto que saiu da academia hoje
Doido pra prender o 1º bandido.
Precisava então nem eu sair no prejuízo
É só algemar o tenente
O senador
Coronel
Presidente
E sair sorridente
Na capa do jornal
"Recém formado bate recorde nacional!"
Sexta à noite
A nêga querendo um afago
Na laje
No mato
Pagode no gago
E a bichinha trancada
Em casa
Mas ela sabe
Quem não corre
Não se lambuza
Já tentei de tudo
Pedreiro
Vigilante
Padeiro
Eletricista
Garçom
Porteiro
Encanador
Carteiro
Jornaleiro
E olhe que digo!
A clientela é a mesma
Do tráfico ao fast food
(mercado)
Do pó ao Vinho francês
(produto)
Eu correndo
Estes bostas de camisa branca na avenida
Caminhando, tranquilamente
Pedindo a paz
Plantando a guerra
Com sua apatia
Arrogância
Mesquinharia
Também pudera,
Parasitas
De luxo
Escravos
Não abrem mão de um Calvin Klein
Mont Blanc
Nem de um cubano
(mas na verdade gostam mesmo é do colombiano)
Seus pulhas
Covardes
Escrotos
Continuem
Cheirando
Comprando
Assim,
No lixo
Nos encotramos.
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