Pelo menos, é o que me fez pensar o DETRAN de São Paulo na última vez que tentei renovar minha carteira de habilitação.
Como muitos leitores devem saber, eu sou pernambucano e no meu estado eu tirei minha primeira habilitação além de pegar minha carteira permanente. Porém, estou com residência fixa na cidade de São Paulo à cerca de 2 anos e precisei renovar a habilitação no fim do ano passado, pois minha carteira venceu no fim de outubro e de acordo com a lei, o tempo de renovação é entre o vencimento do documento até 30 dias após esta data.
Como todo brasileiro, que deixa tudo para última hora, deientrada na renovação da minha habilitação exatamente 1 dia após o período de renovação. Me dirigi à auto escola Colonial, que fica na Giovanni Gronchi para dar entrada no procedimento. Então, me pediram alguns documentos de praxe além da minha carteira original vencida (até hoje, não sei o porque disto), que segundo a atendente, o DETRAN paulista solicita este documento. Então, dei entrada no processo de renovação, saindo de lá com a promessa de renovação dentro de 15 dias úteis. Que na verdade, venceria no dia 14 de Dezembro. Sabendo como funcionam as coisas no nosso país, já fui ligando desde o dia 12 para a auto escola, para que eles pudessem ver como andava o processo de renovação.
Então, a atendente sempre falava as mesmas desculpas. Caso eu ligasse antes das 18:00 ela dizia que o motoboy ainda não havia passado lá para deixar os documentos, caso fosse depois, ela dizia que o motoboy não havia ido nem no dia, nem no dia anterior. No dia 17 minha paciência (que não é muita) estourou, então, ameacei entrar com um processo contra a auto escola e o DETRAN.
Deste dia para cá, as coisas começaram a sair em relação às informações, no dia seguinte, a atendente me disse que o DETRAN não queria renovar minha carteira (o porque ela não sabia). Então, eu, com toda minha educação real britânica tive que ameaça-la novamente com um processo, daí, no dia 18 ela me falou que o DETRAN estava se recusando a renovar minha habilitação e que eu necessitaria retira-la novamente, como se nunca houvesse tirado antes. Então, eu disse que eu não iria fazer curso algum e que minha carteira iria sair de qualquer forma.
No dia 19 eu falei que iria viajar no dia 20 (iria para Pernambuco) e que a carteira teria de sair. E ela não saiu. Dia 20 eu viajei, cheguei em Recife, liguei na auto escola e ameacei novamente com um processo. A atendente ficou nervosa como sempre, mas parecia que não iria adiantar.
No dia 21, já puto da vida falei que daquele momento em diante eu já estava entrando com um processo no DETRAN e outro na auto escola e que não mais entraria em contato com a mesma, que à partir daquele momento quem iria entrar em contato seria meu advogado. E eu procurei mesmo meu advogado, procurei nas agendas telefônicas um (já que não tenho hehehehe).
Incrívelmente, numa jogada espetacular, cerca de 3 HORAS depois, recebo um telefonema avisando que minha habilitação poderia ser retirada no fim do dia na auto escola.
E eu me pergunto:
1 - Se as auto escolas, são empresas que devem fazer a ligação entre o DETRAN e o cliente final, para facilitar o processo. Caso elas não consigam fazer este papel tão simples, de que adianta tê-las?
2 - Como pode alguém de uma empresa pública, conseguir segurar um documento meu sem um amparo legal? Sim, pois, caso houvesse algum parâmetro legal neste tipo de coisa, ele não teria liberado minha habilitação.
3 - Se agora, até as empresas públicas só funcionam sob pressão jurídica, o que será do serviço que eles prestam, que nunca foi lá estas coisas?
4 - Não sei para que tanta burocracia na hora de liberar um documento legal, se é possível observar nas ruas tantos absurdos de pessoas que não têm condições de sair por ai dirigindo.
5 - Se fosse alguém que não conhece de leis, será que não teria tirado a carteira novamente?
Fico puto só em lembrar desta história.
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