E aí que está um ponto que o nosso país deveria aproveitar. Pois a maior parte dos recursos desviados por funcionários públicos (sejam eles políticos ou não) e empresários corruptos são enviados para estes locais, de onde quando chegam, nunca mais são resgatados, a não ser é claro, pelos próprios donos das contas bancárias.
O problema se deve pois, os detentores de contas nestes locais não pagam impostos sobre estes valores nos países de origem dos investidores e também não há como saber o valor e quem são as pessoas que possuem contas nestes locais. Isto faz com que haja um atrativo por parte de pessoas que desviam verbas públicas de países pobres (incluindo o Brasil), por parte de pessoas corruptas, empresários corruptos, traficantes e no caso de maior interesse neste momento por parte dos EUA, de empresários que desviaram dinheiro de investidores despreparados ou que confiaram mais cegamente em pessoas que prometiam rios de dinheiro e de retorno.
Mas, é a primeira vez que vejo a preocupação de países ricos em relação à posição de política de informações financeiras e isto é uma oportunidade que o nosso país não deveria deixar passar para ajudar a reforçar o coro para que possamos recuperar, desmascarar e impedir futuros atos de desonestidades por parte destas pessoas. Afinal, quem vendeu a globalização do mundo não fomos nós, mas estamos sofrendo consequências graves por causa disto, e os países que a venderam devem lembrar que com todo o poder que se ganha, vem junto mais responsabilidade.
É aquela questão, eles venderam a globalização pensando no bônus, mas pareciam estar esquecidos do ônus.
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