Isto mesmo, assim como ocorre por exemplo, na área de informática, onde toda e qualquer pessoa pode se auto denominar profissional de TI por falta de regulamentação da profissão (post que eu estava estudando), o STF resolveu também extinguir a obrigatoriedade do diploma para que se possa trabalhar com o jornalismo.
O mais interessante é que os mesmos jornalistas que comemoravam o fim da lei de imprensa e que viam a possibilidade de algum tipo de "freio" de seus atos, agora estão frustrados.
O STF justificou seu ato com o argumento de que estava caminhando no mesmo sentido quando cancelou a Lei de Imprensa foi em prol de não existir a liberdade de expressão. E se continuasse com a regulamentação do jornalismo, que assim como a Lei de Imprensa é da época da Ditadura, iria continuar a existir uma barreira contra a liberdade de expressão.
Eu, particularmente, não sei exatamente o que comentar sobre isto neste momento, nem a favor nem contra. Mas, inicialmente, este fato transforma por exemplo, este blog que você está lendo, neste exato momento, como um blog oficialmente, jornalístico. E eu que estava pensando em fazer algum curso nesta área... Não vou mais e assim como eu, várias e várias pessoas farão o mesmo. Isto também, inicialmente, transformará vários e vários outros blogs em jornalísticos também. E que por consequência, o nível do jornalismo brasileiro cairá. Mas, poderá da mesma forma, fazer com que os jornalistas que até então eram os únicos profissionais, melhorem seus trabalhos e diminuam seus erros cometidos. O que seria bom, pois, reportagens como a do Quilombo do São Francisco do Paraguaçu (http://enxugandoogelo.blogspot.com/2009/06/os-quilombolas-do-sao-francisco-do.html) que é uma injustiça cometida por um órgão de imprensa sem direito de resposta, teria o direito de resposta escrito por toda uma comunidade inconformada com certas reportagens.
Mas, aparentemente, não parará por aí. o SFT está vislumbrando que isto aconteça com muitas outras carreiras hoje regulamentadas, com exceção de casos como a medicina, que lida com vidas. E é nisto que a associação de jornalismo vai se apoiar. Gostaria de saber também se a área de direito (advogados, juízes, promotores...) não irão necessitar também de regulamentação.
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