Meu nome é Saulo Rodrigues, tenho 26 anos e sou mestre em Ciências da Computação, há sete meses vim me aventurar por terras moçambicanas em busca não só de oportunidades profissionais, mas também de conhecer novas culturas. Cheguei em Moçambique no dia 23 de Dezembro de 2008, e desde a descida no aeroporto tudo foi surpreendente, partindo do conceito que tive ao chegar na África, o primeiro aeroporto que desci foi o de Johanesburgo – África do Sul, totalmente impressionantes, o aeroporto é o ponto central do hemisfério sul entre o oriente e o ocidente.
Imagine uma torre de Babel, chineses, indianos, sul-africanos, brasileiros, etc., todos a passearem pelo imenso portão internacional, com muitas lojas de todos os tipos e marcas. Bem, passei 5 horas no aeroporto esperando o próximo vôo com destino ao país vizinho, Moçambique, 45 minutos depois da decolagem chegava a Maputo, a capital de Moçambique e pude avistar pela janela da aeronave uma cidade grande, mesmo assim ainda com recintos de interior brasileiro. Desci do avião no calor escaldante que me recepcionou, e meu primeiro contato com o povo moçambicano não podia ter sido melhor, todos muito simpáticos e com um sorriso sincero no rosto, além disso, dispostos a ajudar um estrangeiro que acabou de chegar, mas como bom brasileiro e pernambucano todo cuidado é pouco com assaltos.
Peguei um carro até a residência onde estou hospedado e fui conhecendo a cidade, uma verdadeira mutação a cada rua ultrapassada, já que estava indo em direção a orla da cidade, a tendência que me aproximava do destino a passagem ia se modificando, casebres humildes e feitos de madeira, iam se transformando em grandes residências de muitos andares. Ruas estreitas se transformaram em grandes avenidas e até mesmo a população e suas vestes se modificaram, de roupas mais simples para ternos e vestidos coloridos e estampados. Meu primeiro dia em Maputo, apenas em 35 minutos eu acabei constatando uma diferença social e econômica absurda, da miséria absoluta para uma riqueza inimaginável. Mas esse tipo de diferença é um dos pontos altos do país, o acumulo de riquezas nas mãos de poucos (acho que já tinha visto isso em algum lugar?!?!).
Esse foi o inicio de minha vida nesse país, que a cada dia aprendo a gostar mais, conhecendo os defeitos e as qualidades, que possui um povo que ama viver. A pedido de meu amigo, David Barros, periodicamente escreverei passagem de acontecimentos e informações sobre Moçambique e o continente africano, na tentativa de aproximar mais ainda nos, brasileiros, de nosso irmãos africanos.
Valeu Saulo, muito seu começo, esperamos anciosos suas novas aventuras neste blog, abraço