O estudo também fez uma análise nas assembléias de cada estado e na câmara de vereadores de cada capital. O resultado é assustador: 15 dos 27 parlamentos estaduais do Brasil (incluindo o Distrito Federal) possuem um custo por deputado maior que o congresso italiano, o terceiro mais caro do mundo. O Tocantins, que tem a assembléia mais barata dentre os estados brasileiro, gasta mais com deputado por ano do que países como Chile, Argentina, Portugal e Espanha. Apenas 4 câmaras municipais gastam menos com vereador do que a Espanha, que possui o congresso mais barato dos onze países pesquisados. Mas o câmara da cidade do Rio de Janeiro gasta mais, por vereador, do que a Itália.
Os números detalhados podem ser vistos nas imagens abaixo, que também mostra o quantos salários mínimos (SM) cada parlamentar recebe e a porcentagem do PIB (PIBpc) do custo de cada um dos congressos pesquisados:
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O relatório, que pode (e deve) ser lido na íntegra neste post, ainda diz que "tudo isso só colabora para o desgaste da representatividade política, ao que se soma a perda de prestígio da atividade parlamentar derivada do repetido envolvimento de políticos em escândalos de corrupção. Estatísticas levantadas no âmbito do projeto Excelências, da Transparência Brasil, dão conta de que nada menos de 165 deputados federais (32% do total de 513 membros da Casa) e de 30 senadores (37% dos 81 senadores) respondem na Justiça (em segunda instância ou nos Tribunais Superiores, portanto já condenados em primeira instância) por crimes contra a administração pública ou o processo eleitoral ou foram multados por Tribunais de Contas por infrações diversas quando no exercício de funções executivas. Na Assembléia Legislativa de São Paulo eles são 39% (37 entre 94 deputados) e na de Minas Gerais, 19% (15 entre 77)."
Isso tudo também mostra a distância dos parlamentares, que deveriam nos representar, com a população. Eu já falei para algumas pessoas e acredito que o brasileiro não se incomodaria de pagar tanto imposto caso ele visse retorno da tributação em serviços, como educação, saúde e segurança. E acho que, do mesmo jeito, a gente não se incomodaria tanto de pagar tudo isso caso se sentisse representado. Valores esses absurdos, diga-se de passagem, pois político, uma função nobre de representar o povo, na sua essência dada a pessoas honradas que exerciam de forma voluntária, aqui no Brasil virou profissão.
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